(Cerrito) Com o apoio do executivo municipal, primeira agroindústria de Cerrito planeja expandir os negócios

Quem passa pela feira dos agricultores familiar de Cerrito, que acontece três vezes por semana no antigo prédio da rodoviária de Cerrito, localizado na Avenida Flores da Cunha, percebe, dentre outros produtos comercializados, vários derivados do mel. Sob responsabilidade de Lourdes Vellar, a produção da primeira agroindústria registrada de Cerrito nasceu do desejo da proprietária em criar oportunidades no próprio município e ampliar os negócios.

Lourdes conta com orgulho o cronograma de trabalho. Após a colheita do mel, é a vez de realizar a centrifugação do alimento rico em vitaminas e minerais. Só então após essas etapas é que o alimento é depositado em diferentes recipientes, como potes e bisnagas, para ser comercializado. O mel é proveniente de 110 colméias, cada um com uma população de abelhas estimada de 80 a 100 mil operárias. Os caixilhos estão distribuídas em três cidades: no próprio município de Cerrito e nos vizinhos Pedro Osório e Piratini, em propriedades arrendadas.

Atualmente a agroindústria já comercializa com a Prefeitura de Cerrito, que utiliza o mel comprado na merenda escolar. De acordo com a nutricionista Suely Bampi, responsável pelos cardápios oferecidos nos educandários, o mel possui propriedades importantes para os processos biológicos do corpo humano. “Ele auxilia na melhora da memória, do bom funcionamento intestinal e também é antioxidante, antibactericida e anti-inflamatório”, explica.

A venda do produto para o executivo municipal foi possível a partir do registro da agroindústria no Sistema de Inspeção Municipal, o SIM. Agora a microempreendedora pretende dar um novo passo rumo à comercialização em larga escala: inscrever-se no Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar (Susaf), e assim vender o mel para outros municípios do Rio Grande do Sul.

A adesão do município ao Susaf foi pauta de uma reunião no início do mês, no gabinete do prefeito Douglas Silveira. Além dele, participaram da agenda o chefe estadual de engenharia ambiental da Emater, Renato Cougo dos Santos, os técnicos da Emater, Marcos Duarte e Leandro Andrade, o médico veterinário responsável pelo SIM, Marcos Beschi, e o médico veterinário Alexandre Souza. Na oportunidade, o chefe do poder executivo afirmou que “a adesão permite que as agroindústrias familiares possam expandir seus negócios e promover os produtos cultivados em nosso município para todo o estado”.

Christian Dias, Matheus Muniz e Pedro Luiz Guerreiro
Assessoria de Imprensa Cerrito RS